2h atrás
Analista da CryptoQuant diz que volta de um bear market amplo parece improvável com melhora dos dados on-chain
TL;DR — O colaborador da CryptoQuant, Crypto Dan, afirma que a fatia de outputs do Bitcoin em prejuízo caiu de quase 60% para cerca de 27%, reduzindo a pressão não realizada disseminada na rede. O BTC segue preso entre o suporte do custo-base do "active supply", próximo de US$ 71.300, e a resistência do custo-base do "invested capital", em torno de US$ 79.800, faixa em que vendas no ponto de equilíbrio podem limitar uma recuperação mais forte. ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram aproximadamente US$ 450 milhões em saídas líquidas em 15 de setembro, sinalizando que a melhora on-chain ainda precisa de entradas de capital mais consistentes para confirmação.
Os indicadores on-chain do Bitcoin começam a se afastar da leitura típica de um retorno a um ciclo de baixa completo, apesar de o preço continuar oscilando entre níveis relevantes de custo-base. Crypto Dan destacou que a proporção de outputs de transações do Bitcoin que permanecem no vermelho recuou de quase 60% para cerca de 27%. A queda sugere que o estresse não realizado, antes espalhado por grande parte da rede, diminuiu de forma significativa. Movimentos semelhantes já acompanharam transições para fora de períodos mais pessimistas, embora o número limitado de ciclos completos do Bitcoin torne a comparação mais indicativa do que conclusiva.
Bitcoin encara teste de custo-base entre US$ 71.300 e US$ 79.800
A melhora na métrica de perdas não elimina os entraves no curto prazo. Outro colaborador da CryptoQuant, Darkfost, apontou o custo-base do "active supply" perto de US$ 71.300 como suporte potencial e o custo-base do "invested capital" ao redor de US$ 79.800 como resistência. Em 17 de setembro, o Bitcoin era negociado por volta de US$ 76.400, justamente entre os dois níveis. Isso indica que o mercado ainda preserva lucro suficiente para sustentar boa parte do "active supply", mas não demonstra força para superar a possível oferta de venda de investidores buscando empatar.
Uma sustentação acima de US$ 79.800 sinalizaria demanda capaz de absorver essa oferta. Já uma perda consistente de US$ 71.300 pode empurrar mais moedas ativas de volta para o prejuízo.
Há uma ressalva importante: a queda no número de outputs em perda melhora automaticamente quando o preço do Bitcoin sobe. Com a recuperação, UTXOs migram do prejuízo para o lucro, o que impede que o indicador, isoladamente, comprove se existe demanda nova suficiente para sustentar a mudança. O teste real tende a aparecer na próxima correção: se a melhora on-chain resistir a um recuo, em vez de reverter junto com o preço. Um percentual estável de outputs no vermelho e a manutenção do suporte do custo-base do "active supply" reforçariam a tese de recuperação. Em contrapartida, um salto nas perdas abaixo de US$ 71.300 enfraqueceria de forma relevante o argumento sobre o ciclo.
Os fluxos de capital trazem o contraponto mais desconfortável. Em 15 de setembro, os ETFs spot de Bitcoin nos EUA somaram cerca de US$ 450 milhões em saídas líquidas, o maior resgate diário desde junho, adicionando pressão a um cenário on-chain que vinha melhorando. Para consolidar a retomada, o Bitcoin ainda depende de capital novo, de modo que métricas mais saudáveis de detentores reflitam demanda duradoura, e não apenas alívio de preço.
A hipótese de bear market voltaria a ganhar força se as saídas dos ETFs persistirem, o Bitcoin permanecer abaixo do custo-base do "active supply" e os outputs em perda voltarem a subir com intensidade. Por ora, a métrica destacada por Crypto Dan sugere que o estresse não realizado, amplo e característico da fase anterior da queda, recuou de maneira material.