ETFs de Bitcoin à vista nos EUA atraem US$ 2,2 bi em 6 sessões; patrimônio encosta em US$ 100 bi

Resumo de mercado por IA
ETFs spot de Bitcoin nos EUA estenderam uma sequência de seis dias de entradas para ~US$ 2,26B, com as entradas de agosto já superando recordes mensais anteriores e o AUM se aproximando de US$ 100B. O giro também disparou (~US$ 22,1B na semana) e a atividade de opções de compra de IBIT atingiu volumes recordes, indicando ampliação da participação por meio de veículos regulados e derivativos. A combinação de novas criações, maior liquidez no mercado secundário e posicionamento alavancado para alta sinaliza fortalecimento do apetite institucional ao risco por Bitcoin.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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▲ Altista
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Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA ampliaram para seis pregões a sequência de entradas líquidas na segunda-feira, com captação adicional de US$ 337,6 milhões. No acumulado do período, o fluxo positivo soma cerca de US$ 2,26 bilhões, colocando os fundos no caminho para o melhor mês de 2026. Em agosto, as entradas já chegam a aproximadamente US$ 2,72 bilhões, segundo a CryptoRank, superando o recorde mensal anterior, de cerca de US$ 1,97 bilhão em abril. Só na semana passada, quase US$ 1,92 bilhão foi direcionado à categoria, em meio ao avanço do Bitcoin acima de US$ 70.000 e na aproximação de US$ 80.000. Na terça-feira, a criptomoeda sustentou a alta acima de US$ 80.000 pela primeira vez desde maio, elevando o ganho de agosto para perto de 28%. A maior parte da demanda voltou a se concentrar no iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock. O fundo recebeu cerca de US$ 1,33 bilhão na semana passada e mais US$ 208,9 milhões na segunda-feira, equivalentes a aproximadamente 62% de toda a captação diária dos ETFs de Bitcoin. O FBTC, da Fidelity, veio em seguida, com cerca de US$ 104,6 milhões. Apesar da retomada, os produtos ainda acumulam aproximadamente US$ 2,57 bilhões em saídas líquidas em 2026. A aceleração de agosto é o sinal mais forte até agora de que o capital começa a retornar após a longa fase de retirada observada no início do ano. O giro negociado também disparou. Dados da CheckOnChain indicam que os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA movimentaram cerca de US$ 22,1 bilhões em volume na semana passada, mais que o triplo dos aproximadamente US$ 6,9 bilhões da semana anterior. Na segunda-feira, somaram mais US$ 5,36 bilhões, acompanhando a continuidade do rali. Esse salto reflete não apenas novas criações de cotas, mas maior troca de posições no mercado secundário: o volume mede cotas mudando de mãos entre investidores, enquanto os fluxos líquidos capturam a entrada ou saída de capital dos fundos. Nas últimas sessões, ambos avançaram com a valorização do Bitcoin. O apetite comprador também ganhou força nas opções do IBIT. Segundo a The Kobeissi Letter, o volume de opções de compra (calls) do fundo da BlackRock atingiu recorde de 1,58 milhão de contratos na quarta-feira, maior marca diária já registrada. O volume de calls permaneceu acima de 1 milhão de contratos em cada uma das três sessões de quarta a sexta, enquanto o call skew subiu 0,05 ponto no período. A Kobeissi afirmou que esse foi o maior aumento em três dias em pelo menos dois anos e mais que o triplo do movimento médio em três dias desde janeiro de 2025. A alta do call skew sugere maior disposição dos investidores a pagar prêmios mais elevados por exposição ao potencial de valorização, em relação à proteção de queda, à medida que o Bitcoin subia. O avanço simultâneo do giro dos ETFs e da atividade de opções do IBIT aponta para uma expressão do rali por múltiplas camadas do mercado regulado, não apenas via captação. Embora os dados não identifiquem se todas as operações foram de institucionais, o aumento da atividade em IBIT e em outros grandes fundos indica maior participação por meio de veículos e derivativos amplamente utilizados por gestores profissionais. Com a combinação de novos aportes e a valorização do Bitcoin, o total de ativos sob gestão dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA chegou a US$ 98,56 bilhões, ficando a cerca de US$ 1,44 bilhão de alcançar US$ 100 bilhões. Trata-se de uma recuperação rápida frente a meados de agosto, quando a categoria administrava aproximadamente US$ 76,6 bilhões. Em seis pregões, o patrimônio cresceu quase US$ 22 bilhões, muito acima dos US$ 2,26 bilhões de entradas líquidas no mesmo período, indicando que a maior parte do avanço veio da valorização do Bitcoin já detido pelos fundos. A alta do ativo, de níveis na faixa de US$ 60.000 para acima de US$ 80.000, elevou o valor de mercado das carteiras, ao mesmo tempo em que os investidores voltaram a aportar. Os ETFs haviam superado US$ 104 bilhões em ativos em meados de maio, antes de recuarem com a queda do Bitcoin e a saída de recursos. A recuperação atual deixa a categoria a cerca de 1,5% de retomar o patamar de US$ 100 bilhões. Um avanço adicional de US$ 1,44 bilhão no patrimônio colocaria novamente os ETFs acima desse nível, com a forte captação de agosto, o aumento do giro e a atividade recorde de calls do IBIT reforçando a recuperação para além da simples apreciação do preço.