PPI dos EUA fica estável em julho, núcleo acelera e chance de alta do Fed em setembro cai para 40%
Resumo de mercado por IA
O PPI dos EUA de julho desacelerou mais do que o esperado (cheio estável m/m; 4,7% a/a) junto com pedidos de auxílio-desemprego mais altos, reduzindo as probabilidades implícitas pelo mercado de uma alta em setembro para ~40%. No entanto, o PPI de demanda final "core" excluindo alimentos, energia e serviços de comércio acelerou para 0,4% m/m, ressaltando a persistência da inflação subjacente e mantendo viva a retórica hawkish do Fed. Os juros de curto prazo e a precificação do USD permanecem altamente dependentes dos dados, em função do próximo CPI, do emprego e do petróleo.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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● Neutro
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Segundo a BlockBeats, dados divulgados em 13 de agosto mostram que o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA desacelerou na comparação anual em julho para 4,7% — menor nível desde março — abaixo da projeção do mercado (4,9%) e bem inferior aos 5,5% do mês anterior. Na variação mensal, o PPI ficou em 0,0%, também abaixo da estimativa de 0,2%.
O PPI núcleo avançou 4,2% em 12 meses, em linha com o consenso. Já no mês, subiu 0,2%, aquém do previsto. No mercado de trabalho, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego somaram 209 mil, o maior patamar desde a semana de 11 de julho e acima da expectativa de 202 mil.
Entre os componentes, a principal contribuição para a desaceleração veio da energia, com queda de 3,1% no mês, e dos alimentos, com recuo de 0,9%. Em contrapartida, o PPI de demanda final no núcleo (excluindo alimentos, energia e serviços de comércio) acelerou de 0,1% para 0,4% na base mensal, sinalizando que as pressões subjacentes ainda não foram totalmente dissipadas. O quadro reforça o tom moderado observado nos últimos dois meses, após o CPI anual recuar de 3,5% para 3,4% em julho.
Com isso, o mercado reduziu de forma clara a precificação de uma alta de juros do Federal Reserve em setembro, com probabilidade agora em torno de 40%. A ala mais dura, contudo, segue ativa. O presidente do Fed de Cleveland, Harker, reiterou que os juros precisam subir, afirmando que a política atual "não é restritiva", que a inflação é disseminada e que o Fed deve responder aos dados. Já o presidente do Fed de Richmond, Barkin, disse que a decisão segue em aberto: há argumentos para uma desinflação com o enfraquecimento dos choques de tarifas e do petróleo, mas as pressões podem estar enraizadas, exigindo demanda mais fraca ou novas altas para levar a inflação à meta.
No conjunto, o sinal pende mais para "dá para esperar" do que para uma virada imediata rumo a cortes. Os próximos dados de inflação e emprego de agosto, além da trajetória do petróleo, devem ser determinantes para a decisão de setembro.