Payroll dos EUA deve seguir fraco em agosto, aponta consenso do mercado
Resumo de mercado por IA
Os mercados estão se preparando para uma divulgação potencialmente fraca dos payrolls dos EUA em agosto, em meio a ampla dispersão de previsões, com o desemprego visto perto de 4,1% e o crescimento dos salários esperado para arrefecer. As expectativas de juros já mudaram, com as probabilidades implícitas de uma alta em setembro caindo, mas economistas veem o CPI da próxima semana como o principal catalisador de política. Um resultado moderado do payroll poderia manter os juros de curto prazo e a negociação do USD guiados por dados de inflação e orientação do Fed.
Nível de impacto
● Alto
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Segundo a Huoxing Finance, os Estados Unidos divulgam nesta quinta-feira, 4 de setembro, às 20h30 (horário de Pequim), o relatório de emprego (payroll) de agosto. A expectativa do mercado é de criação de 56 mil vagas fora do setor agrícola, após a queda inesperada de 23 mil em julho.
As projeções, no entanto, estão bastante dispersas: vão de recuo de 25 mil a avanço de 121 mil postos, evidenciando divergências sobre o fôlego do mercado de trabalho. A taxa de desemprego deve permanecer em 4,1%, embora parte dos economistas estime alta para 4,2%. Já o crescimento anual dos salários tende a desacelerar de 3,2% para 3%.
Para Michael Gapen, economista-chefe do Morgan Stanley, a revogação do status de proteção temporária de imigrantes haitianos pode reduzir o payroll em cerca de 15 mil. Em contrapartida, a retomada do emprego em educação de governos locais e nos setores de lazer e hotelaria pode oferecer algum suporte ao número.
A leitura predominante entre economistas é que, salvo uma surpresa relevante, o dado de emprego não deve, por si só, determinar a decisão de juros do Fed na reunião de 15 e 16 de setembro. O foco do mercado tende a migrar para o CPI da próxima semana. Nesta quinta-feira, o diretor do Fed, Waller, afirmou explicitamente que, se os próximos dados confirmarem arrefecimento das pressões inflacionárias, ele defenderá manter os juros inalterados neste mês.
No momento, o mercado atribui 50% de probabilidade a uma alta de juros em setembro, abaixo dos 63,2% precificados na quarta-feira.