Negociações EUA-Irã para reabrir o Estreito de Ormuz avançam, mas acordo ainda não foi fechado
Resumo de mercado por IA
Negociações envolvendo os EUA, o Irã e intermediários mostram progresso positivo rumo à reabertura da navegação em Hormuz, sustentando um alívio no curto prazo do risco percebido de oferta e ajudando a explicar a recente retração nos preços do petróleo. No entanto, nenhum acordo formal está confirmado e incidentes de navegação perto do Iêmen/Omã ressaltam riscos persistentes de segurança na cauda. Qualquer anúncio sobre arranjos de passagem poderia rapidamente reprecificar os prêmios de risco em todo o petróleo bruto e ativos ligados à energia.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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A situação no Oriente Médio segue no radar dos mercados. As conversas envolvendo Estados Unidos e Irã sobre a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz enviaram sinais favoráveis, embora ainda não exista um acordo formal.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que as tratativas com Omã sobre o Estreito de Ormuz registraram "progresso positivo" nos planos técnico e político. Já o Ministério das Relações Exteriores do Catar informou que minutas de um possível entendimento EUA-Irã circulam entre as partes, mas não há pauta confirmada para negociações diretas entre Washington e Teerã. Segundo a pasta, o contato segue por meio de intermediários, e o prazo para um desfecho continua incerto.
O secretário de Estado dos EUA, Rubio, disse que houve avanço nas negociações para a reabertura do estreito e afirmou esperar um acordo em breve. Fontes indicaram que um anúncio sobre a reabertura total pode sair em poucas horas ou até o dia seguinte.
De acordo com relatos, a proposta provisória do Irã daria a Teerã controle sobre embarcações que entram no estreito, enquanto Omã coordenaria a passagem dos navios que deixam a área. O Irã também avaliaria permitir a participação de países europeus na retirada de minas no estreito e poderia cobrar taxas de manutenção da Europa.
Mesmo com as conversas, o tráfego marítimo em Ormuz continua arriscado. O Ministério do Petróleo do Iraque declarou que petroleiros com petróleo bruto iraquiano atravessaram o estreito. Outras informações apontam que um navio indiano afundou após ser atacado por um barco-dron e nas proximidades de Hodeidah, no Iêmen. Também foi reportado que o cargueiro grego "Minos Pioneer" foi atingido por um míssil no lado omanense, provocando incêndio na casa de máquinas e deixando um tripulante desaparecido.
O CEO do American Petroleum Institute afirmou que cerca de 7 milhões de barris de petróleo são transportados diariamente pelo Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA informou que, até 4 de agosto, forças americanas haviam redirecionado 45 embarcações comerciais, inutilizado duas embarcações e abordado e inspecionado dois navios mercantes.
No front do conflito, o presidente iraniano Pezeshkian disse que o Irã defenderá seu território, mas não busca prolongar nem ampliar a guerra. Segundo a Reuters, o Exército dos EUA consumiu grande quantidade de mísseis terrestres de longo alcance no confronto com o Irã. Além disso, o grupo armado Houthis afirmou ter realizado um ataque com drone contra um "alvo sensível" no Aeroporto de Najran, no sudoeste da Arábia Saudita.
Em Israel, Netanyahu declarou que as forças israelenses não se retirarão de Gaza até que o Hamas seja totalmente desarmado. O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o movimento de resistência seguirá com suas operações.
Nos mercados, o aumento das expectativas de desescalada diplomática contribuiu para uma queda recente mais forte nos preços internacionais do petróleo. Analistas avaliam que, se os arranjos para a passagem por Ormuz forem implementados, pode haver alívio nas pressões de oferta de energia. A tensão estrutural entre EUA e Irã e os riscos de segurança na região, porém, seguem sem solução definitiva.