Tether conclui primeira auditoria completa com a KPMG e recebe parecer sem ressalvas
Resumo de mercado por IA
A conclusão, pela Tether, de sua primeira auditoria completa por uma das Big Four (KPMG) com parecer "sem ressalvas" representa um importante marco de credibilidade para as stablecoins, potencialmente reduzindo o risco percebido de reservas e de transparência em torno do USDT. Embora críticos apontem questões de propriedade ainda não resolvidas e que a auditoria cobriu uma subsidiária, esse desenvolvimento pode melhorar o conforto institucional com o uso de stablecoins e as condições de liquidez em todo o mercado cripto, dado a escala e a lucratividade do USDT.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
US/USDT-30.42%
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▲ Altista
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A Tether anunciou a conclusão de sua primeira auditoria completa conduzida pela KPMG, em um marco inédito para a emissora do USDT junto a uma das "Big Four". Segundo a empresa, a KPMG emitiu um parecer "sem ressalvas" ("clean") sobre as demonstrações financeiras de 2025, classificação que a Tether descreve como o resultado mais favorável que um auditor independente pode conceder.
O CEO Paolo Ardoino usou o relatório final para responder a críticos e afirmou que o trabalho desmente a tese, repetida por anos, de que uma auditoria completa da companhia seria inviável ou que a empresa evitaria o mais alto nível de escrutínio.
Reservas do USDT voltam ao centro do debate
A composição das reservas que lastreiam o USDT segue sendo o principal ponto de contestação. Em 2025, a S&P Global rebaixou a avaliação do stablecoin de "constrained" para "weak", citando, entre outros fatores, que apenas 77% das reservas estavam alocadas em títulos do Tesouro dos EUA e equivalentes de caixa. O restante teria aumentado a exposição a BTC e ouro, ativos considerados de risco elevado pela agência, que também mencionou uma suposta falta de transparência como elemento do rebaixamento.
A publicação ressalta que o USDT é descrito como um produto offshore, sem diretrizes rígidas para a composição das reservas. No período encerrado em junho, a exposição a T-bills e equivalentes de caixa era de cerca de 75%; ouro e metais representavam 10%, e a parcela ligada ao BTC, 3%.
Disputa de narrativa e críticas persistentes
No segmento voltado aos EUA, o produto USAT seria estruturado para manter lastro 1:1 com reservas quase 100% em T-bills ou equivalentes de caixa. Após a divulgação da auditoria, o especialista em ETFs Nate Geraci comentou que, enquanto não houver solução para o tema do compartilhamento de rendimento (yield) em stablecoins, a Tether dificilmente enfrentará pressão competitiva relevante, dado seu porte.
Ainda assim, a auditoria não encerrou as contestações. O CEO da Swan, Cory Klippsten, afirmou que a estrutura de propriedade da Tether continua pouco clara e observou que o trabalho teria se concentrado em apenas uma das subsidiárias, a Tether International.
Apesar do debate, a operação segue altamente lucrativa: a empresa reportou US$ 1,5 bilhão em lucro líquido apenas no último trimestre. O número de detentores de USDT já superou 650 milhões e continua em alta.
Resumo
A Tether concluiu sua primeira auditoria completa com a KPMG e afirma ter recebido parecer "sem ressalvas" sobre as demonstrações financeiras de 2025. Parte dos críticos, no entanto, segue questionando a estrutura de propriedade e sustenta que a auditoria abrangeu somente a subsidiária Tether International.