Coreia do Sul mira mercado completo de valores mobiliários tokenizados até fevereiro de 2027
Resumo de mercado por IA
O roteiro da FSC/FSS da Coreia do Sul tem como alvo um amplo mercado de valores mobiliários tokenizados, com liquidação vinculada a stablecoin a partir de fevereiro de 2027, expandindo além de produtos fracionados para ações, títulos e fundos. O plano esclarece licenciamento, limites para investidores, requisitos de capital/TI do emissor e sinaliza mudanças regulatórias futuras até o fim de setembro. Isso fortalece a legitimidade regulatória para mercados de capitais onchain na Ásia, potencialmente aumentando a participação institucional e o uso de liquidação via stablecoin em infraestrutura ligada a cripto.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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Os reguladores financeiros da Coreia do Sul detalharam nesta sexta-feira uma política para construir a infraestrutura necessária à tokenização de valores mobiliários, com liquidação via stablecoins. A Comissão de Serviços Financeiros (FSC) e o Serviço de Supervisão Financeira (FSS) informaram que pretendem tokenizar ativos tradicionais — como ações, títulos e fundos — e ampliar as ofertas de tokens de valores mobiliários (STOs) além de produtos de investimento fracionado até fevereiro de 2027.
Segundo Kwon Daeyoung, vice-presidente da FSC, a meta é criar as bases para emissão e negociação tokenizadas de instrumentos mais tradicionais, com o objetivo final de "transformar completamente e modernizar as infraestruturas do mercado de capitais para conectividade digital".
A Coreia do Sul figura entre os mercados de investimento de varejo mais ativos do mundo, com 11,3 milhões de usuários de cripto verificados e uma bolsa que frequentemente registra volumes diários comparáveis aos de grandes corretoras de criptomoedas. Ao levar a tokenização para valores mobiliários convencionais — e não apenas para produtos fracionados — o país avança na direção de uma infraestrutura plenamente digital para o mercado de capitais.
A Ásia vem ganhando relevância nos mercados globais de cripto. De acordo com relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a região apresentou em 2025 a maior taxa de crescimento entre todas e respondeu por 30% da atividade global de negociação de stablecoins. No Japão, o governo anunciou na semana passada planos para um sistema nacional de liquidação em blockchain para ações e títulos públicos, com implementação prevista para o início da década de 2030. Em Singapura, o marco de licenciamento de stablecoins foi finalizado nesta semana.
O roteiro coreano é dividido em três etapas. A primeira começa em fevereiro de 2027 e inclui a aplicação do Electronic Registration Act, além de um arcabouço para fundos do mercado monetário e títulos voltados a investidores institucionais, ações não listadas via estruturas de trust e valores mobiliários de investimento fracionado ofertados ao público. A segunda etapa abre a tokenização para todos os valores mobiliários ofertados publicamente. A terceira e última estabelece uma infraestrutura de pagamentos onchain conectada a stablecoins. O cronograma das fases dois e três dependerá dos resultados da primeira etapa, do nível de adoção tecnológica pelos participantes do mercado e do andamento de uma legislação específica para stablecoins.
Pelas regras descritas pela FSC, a subscrição individual fica limitada ao menor valor entre 30 milhões de won (US$ 22 mil) e 5% do volume total emitido. As compras líquidas anuais em plataformas de balcão (OTC) terão teto de cerca de US$ 74 mil. Instituições financeiras já licenciadas poderão operar valores mobiliários tokenizados dentro das licenças atuais. Emissores que administrarem suas próprias contas de valores mobiliários deverão manter ao menos US$ 3 milhões em capital próprio e cumprir requisitos específicos de TI e cibersegurança.
A FSC afirmou que pretende apresentar, até o fim de setembro, propostas para revisar regulamentações infralegais.