SEC envia minuta de regra de custódia de criptoativos à Casa Branca para análise

Resumo de mercado por IA
A revisão preliminar da SEC das regras de custódia de criptoativos passou para a revisão do OMB da Casa Branca, sinalizando um novo impulso regulatório sobre como consultores de investimento e fundos podem manter criptoativos de clientes sob padrões de custodiante qualificado. Esclarecer os requisitos em torno do controle de chaves privadas e da verificação onchain pode reduzir a ambiguidade legal, mas também pode restringir os custodiantes permitidos dependendo das definições. A proposta permanece preliminar até a revisão do OMB e uma votação da Comissão, seguida de comentários públicos.
Nível de impacto
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A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) encaminhou à Casa Branca uma minuta de revisão de sua regra de custódia de criptoativos para avaliação, segundo a CoinDesk. O movimento coloca uma nova rodada de regulação voltada a consultores de investimento e companhias de investimento na etapa inicial do trâmite formal. De acordo com registros públicos, o documento foi submetido em 25 de agosto ao Office of Management and Budget (OMB). Até a conclusão da análise pelo OMB, a SEC não deve divulgar o texto integral nem levar a proposta para votação na Comissão. O foco da revisão é definir como consultores de investimento e companhias de investimento devem manter criptoativos de clientes dentro do arcabouço atual de custódia da SEC. O órgão reconhece que parte das regras vigentes foi criada antes de os criptoativos entrarem de forma relevante no universo regulado, o que tem gerado incertezas sobre a aplicação das exigências. Pelas normas atuais, quando um consultor de investimento registrado tem custódia de recursos ou títulos de clientes, os ativos geralmente precisam ficar sob a guarda de um "custodiante qualificado", salvo exceções. A custódia de criptoativos, porém, traz desafios próprios: controle de chaves privadas, verificação de propriedade onchain e modelos de guarda baseados em blockchain exigem interpretações que não se encaixam perfeitamente nas regras desenhadas para valores mobiliários tradicionais. A minuta busca fechar essas lacunas e, ao mesmo tempo, eliminar exigências consideradas defasadas frente às práticas atuais de negociação e guarda de ativos, atualizando elementos obsoletos do regime de custódia. A SEC já havia tratado do tema anteriormente. Em março de 2023, propôs a regra de "Customer Asset Protection" para ampliar as obrigações de custódia de consultores registrados e incluir mais ativos no escopo, inclusive criptomoedas. O setor reagiu com preocupações, em especial porque muitos custodiante de cripto poderiam não se enquadrar na definição de "custodiante qualificado", restringindo as alternativas para consultores manterem ativos digitais de clientes. Em junho de 2025, a SEC retirou a proposta apresentada durante a gestão do ex-presidente Gary Gensler, afirmando que qualquer nova ação regulatória nesse campo dependeria de uma nova proposta. As emendas agora em análise fazem parte de uma iniciativa de rulemaking distinta, conduzida sob a presidência de Paul Atkins. Concluída a revisão do OMB, o texto retorna à SEC, e os comissários decidirão se a proposta será publicada formalmente. Se avançar, o conteúdo completo será divulgado pela primeira vez e abrirá período de consulta pública. Pelo rito padrão, costuma haver um prazo mínimo de 60 dias para comentários de consultores e companhias de investimento, custodiante, empresas de cripto e outros participantes. A equipe técnica da SEC avalia as contribuições e pode ajustar dispositivos antes de submeter a versão final a nova votação. Neste ano, a SEC também incluiu criptoativos, regras para broker-dealers e estrutura de mercado em sua agenda regulatória de 2026, em linha com iniciativas do Congresso relacionadas à legislação de estrutura de mercado para ativos digitais.