OCC concede aprovação preliminar condicional para carta de banco fiduciário à World Liberty Trust
Resumo de mercado por IA
A aprovação preliminar condicional do OCC para a carta de banco fiduciário nacional da World Liberty Trust sinaliza uma aceleração da acomodação federal à emissão de stablecoins, à custódia e à liquidação institucional sob uma estrutura centralizada. Embora não seja final e exclua captação de depósitos ou concessão de empréstimos, a decisão reforça um padrão do fim de 2025 de aprovar bancos fiduciários nativos de cripto (por exemplo, Circle, Paxos, Ripple), potencialmente reduzindo a incerteza regulatória para modelos de stablecoin e custódia em conformidade, apesar do aumento do escrutínio político.
Nível de impacto
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O Office of the Comptroller of the Currency (OCC) concedeu aprovação preliminar condicional para uma carta federal de banco fiduciário nacional à World Liberty Trust Company, ligada ao empreendimento World Liberty Financial, associado ao ex-presidente Donald Trump. A decisão, emitida em 15 de agosto, dá a uma operação cripto com conexão direta a um ex-presidente (e potencial futuro presidente) o aval regulatório federal necessário para emitir e custodiar uma stablecoin lastreada em dólar.
Pelos termos da carta, a World Liberty Trust fica autorizada a fazer a emissão direta e a custódia da stablecoin USD1, além de oferecer serviços de gestão de ativos e liquidação de pagamentos para clientes institucionais. O documento não permite atividades bancárias tradicionais, como captação de depósitos ou concessão de empréstimos.
A empresa apresentou o pedido ao OCC entre 5 e 7 de janeiro de 2026. Cerca de sete meses depois, o controlador do OCC, Jonathan Gould, assinou a aprovação preliminar condicional. Gould é indicado de Trump. A companhia aprovada foi cofundada pelos filhos de Trump, que também aparecem como cofundadores da operação mais ampla World Liberty Financial.
A senadora Elizabeth Warren já manifestou preocupação com o arranjo. A crítica central é que um regulador nomeado por um ex-presidente está autorizando uma carta bancária para uma empresa cofundada pela família desse mesmo ex-presidente.
O OCC, sob Gould, vem adotando uma postura mais receptiva ao setor: no fim de 2025, a agência concedeu aprovações condicionais a Ripple, Circle e Paxos, sinalizando uma estratégia de incorporar empresas cripto ao arcabouço bancário nacional. A World Liberty Trust é o caso mais recente nessa linha.
O que a carta permite
Para a World Liberty Trust, a autorização abre espaço para três frentes principais: (1) emissão direta da USD1, sua stablecoin lastreada em dólar; (2) serviços de custódia de ativos digitais; (3) liquidação de pagamentos voltada a participantes institucionais, como exchanges e gestoras.
Os termos "condicional" e "preliminar" são relevantes: não se trata de autorização definitiva. A companhia ainda precisa cumprir exigências antes de operar plenamente sob a carta. As restrições também são claras: não pode captar depósitos nem conceder crédito, mantendo-se focada em stablecoins e custódia.
A corrida das stablecoins ganha tração
A disposição do OCC de conceder cartas a empresas nativas de cripto — quatro aprovações condicionais em menos de um ano — sinaliza uma mudança real na forma como Washington passa a enquadrar companhias de ativos digitais. Sob a liderança de Jonathan Gould, a agência se tornou, possivelmente, o regulador bancário federal mais aberto ao setor, encurtando prazos de análise e flexibilizando critérios para licenças de bancos fiduciários.
As cartas nacionais de trust oferecem um arcabouço federal centralizado para custódia, serviços de ativos e operações com stablecoins, reduzindo a necessidade de navegar por regras estaduais distintas.