Tensão no Oriente Médio se intensifica com ampliação da retaliação do Irã; reabertura do Estreito de Ormuz segue incerta
Resumo de mercado por IA
A escalada das hostilidades entre o Irã e os EUA e a afirmação do Irã de que o Estreito de Ormuz não será reaberto enquanto as operações dos EUA continuarem elevam materialmente os riscos de cauda para os fluxos de energia do Golfo. Mesmo com Washington abandonando uma taxa proposta, a incerteza na navegação e o planejamento de contingência para desminagem elevam os prêmios de risco geopolítico. No curto prazo, esse pano de fundo tende a sustentar os benchmarks de petróleo bruto e aumentar a volatilidade entre classes de ativos, pressionando ativos de risco e exposições ligadas ao transporte.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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Segundo a BlockBeats, em 15 de julho a escalada no Oriente Médio se agravou durante a noite e na madrugada. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou o lançamento da "Operação Nasr 2" e afirmou que os Estados Unidos entraram em um "estado de guerra formal".
Teerã declarou ter mirado ativos militares americanos no Bahrein e na Jordânia, alegando a destruição de radares Patriot, do radar de controle de tráfego aéreo da Quinta Frota da Marinha dos EUA e de sistemas de alerta antecipado CRAM. O Irã também disse ter atingido a sede da Quinta Frota. Além disso, relatou uma explosão em uma base militar dos EUA no Kuwait e afirmou ter atacado e destruído duas embarcações, caracterizando a ação como uma violação de normas internacionais.
Do lado americano, a avaliação é de que uma nova rodada de ataques contra o Irã já foi concluída, com cerca de 50 mil militares dos EUA atualmente posicionados no Oriente Médio. Autoridades dos EUA disseram que, na terça-feira, forças americanas realizaram novos ataques a alvos militares iranianos para eliminar ameaças emergentes.
A tensão permanece elevada em diversas áreas do Irã, com relatos de explosões ou ataques no oeste de Bandar Abbas, em Bushehr, Bandare Bongah, Chabahar e na Ilha de Hengam. Sistemas de defesa aérea nas proximidades da usina nuclear de Bushehr foram acionados. A Jordânia informou ter interceptado e abatido quatro mísseis que entraram em seu espaço aéreo vindos de território iraniano.
No Estreito de Ormuz, os militares iranianos afirmaram que a passagem não será reaberta enquanto persistirem as ações militares dos EUA. A Guarda Revolucionária acrescentou que a reabertura seguirá adiada enquanto Washington mantiver suas operações. A França sinalizou que está pronta para participar de operações de desminagem no estreito, se necessário, e Omã reafirmou o compromisso de manter esforços de mediação para restaurar a liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz.
Também houve mudança na postura dos EUA sobre a cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz. Antes, autoridades da Casa Branca diziam que Trump avaliava seriamente impor uma tarifa de 20%. Depois, Trump declarou que ninguém deveria cobrar taxas pela passagem, e o secretário de Energia dos EUA, Wright, confirmou que a ideia de um pedágio de 20% foi abandonada.
Em outra frente, Líbano e Israel realizam negociações em Roma, na Itália, sobre a implementação de um acordo para encerrar o conflito, incluindo a demarcação de zonas-tampão e um cronograma para a retirada das tropas israelenses.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou o Reino Unido por classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como ameaça à segurança nacional. Já o vice-chanceler iraniano afirmou que, no momento, o Irã não tem compromissos no âmbito do Memorando de Entendimento de Islamabad.