FMI diz que alta do Bitcoin de El Salvador veio de doações privadas, não de recursos públicos

Resumo de mercado por IA
O FMI afirmou que o aumento de Bitcoin em carteiras controladas pelo governo de El Salvador após 27 de junho de 2025 veio de doações privadas, não de recursos públicos, reduzindo preocupações sobre a acumulação fiscal de Bitcoin sob o EFF. O acordo em nível de equipe também sinaliza limites mais rígidos à atividade cripto do setor público, uma mudança das operações da Chivo para um operador privado e um entendimento compartilhado de que nenhuma participação adicional em BTC será adquirida além das doações registradas, pendente de aprovação do conselho e de ações anteriores.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
BTC/USDT+4.26%
Insight de IA · BTC/USDTInsight de IA
● Neutro
Negociar agora
⚠️ Os insights gerados por IA são baseados em conteúdo de notícias e fornecidos apenas para fins informativos. Eles não constituem aconselhamento de investimento nem representam as opiniões da BingX. Investir envolve riscos. Negocie com responsabilidade.
Segundo a CoinDesk, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que El Salvador apresentou documentação indicando que o aumento de Bitcoin registrado desde 27 de junho de 2025 não decorreu de compras com dinheiro público, mas de doações privadas. A informação consta do comunicado divulgado em 3 de setembro sobre o acordo em nível técnico referente à segunda e à terceira revisões combinadas do programa de Facilidade de Financiamento Estendido (EFF, na sigla em inglês). De acordo com o FMI, os materiais enviados pelo país mostram que os BTC creditados, após o período relevante, a carteiras sob controle do governo tiveram origem em doações privadas, e não em recursos fiscais. O comunicado não informa quem foram os doadores nem o volume exato de Bitcoin envolvido. A declaração responde a questionamentos anteriores do mercado sobre supostas "compras contínuas de Bitcoin" por El Salvador. Registros on-chain indicam a entrada de ativos em um endereço, mas não permitem distinguir diretamente se a origem foi compra em mercado, movimentação entre endereços ou doação externa. Se aprovado, FMI pode liberar US$ 140 milhões A equipe do FMI e as autoridades salvadorenhas chegaram a um entendimento sobre as revisões combinadas, mas o pacote ainda depende de aprovação do Conselho Executivo do FMI e do cumprimento, por El Salvador, de medidas prévias acordadas. Atendidas as condições, o país poderá acessar cerca de US$ 140 milhões, o equivalente a 101,96 milhões de DES. O FMI aprovou, em fevereiro de 2025, um EFF de 40 meses para El Salvador, com financiamento total de aproximadamente US$ 1,4 bilhão. Chivo passa a operar sob controle privado O comunicado também aponta que El Salvador reduziu de forma significativa seu envolvimento direto na carteira digital Chivo, lançada como parte da política de Bitcoin do país. A participação majoritária e o controle operacional foram transferidos a um operador privado não identificado. O governo mantém uma participação minoritária e segue responsável pela custódia dos ativos de clientes. Nas condições originais do EFF, El Salvador alterou a exigência de adoção de Bitcoin pelo setor privado para um arranjo voluntário, manteve o pagamento de impostos em dólares americanos e limitou a participação do setor público em atividades relacionadas ao Bitcoin. Sem expectativa de novas posições em Bitcoin O FMI afirmou que as partes chegaram a um entendimento de que não haverá aquisição de novas reservas em Bitcoin além das doações privadas já registradas. Também foi acordado avançar em ajustes no arcabouço legal, regulatório e de supervisão de ativos digitais, além de fortalecer governança e controles de risco para a exposição do setor público a criptoativos.