Volume diário de ETFs spot de Bitcoin nos EUA cai 78% em relação ao pico de outubro de 2025
Resumo de mercado por IA
A atividade dos ETFs spot de Bitcoin nos EUA esfriou de forma material, com os volumes diários em queda de ~78% em relação ao pico de outubro de 2025 e junho de 2026 registrando saídas recordes. Embora o AUM permaneça elevado (US$78B–US$100B), fluxos mais fracos e menor giro indicam redução da demanda institucional marginal e diminuição do impulso de market making em comparação com 2025. No curto prazo, isso aponta para condições de liquidez mais fracas e um momentum impulsionado por fluxos menos favorável para o BTC.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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O mercado de ETFs spot de Bitcoin nos EUA perdeu força. Dados da Glassnode mostram que o volume diário negociado despencou cerca de 78% desde o pico de outubro de 2025, voltando a uma faixa mais parecida com a observada no fim de 2024 do que com a euforia do ano passado.
No auge, esses ETFs movimentavam aproximadamente US$ 4,4 bilhões por dia. Agora, a média móvel simples de 30 dias oscila entre US$ 650 milhões e US$ 950 milhões.
Junho de 2026 foi especialmente duro e entrou para a história como o pior mês em termos de saídas líquidas (outflows) dos ETFs spot de Bitcoin. O ritmo dessas retiradas dá sinais de desaceleração, mas o saldo mensal ainda segue negativo.
Apesar das saídas e da queda de giro, os ativos sob gestão (AUM) dos ETFs são estimados entre US$ 78 bilhões e US$ 100 bilhões. Desde o lançamento desses produtos, o volume acumulado negociado se aproxima de — ou já supera — US$ 2 trilhões.
O nível atual de negociação lembra o 4º trimestre de 2024, sugerindo que o engajamento do mercado retrocedeu quase dois anos. A narrativa de adoção institucional acelerada, que levou o Bitcoin a máximas próximas de US$ 126.000 em 2025, deu lugar a um cenário bem mais comedido.
O próprio BTC ajuda a explicar a mudança. O ativo tem oscilado entre US$ 58.000 e US$ 65.000, distante do entusiasmo visto no ano passado. Para a Glassnode, a perda de volume reflete a falta de uma convicção institucional mais estável.
Os grandes nomes continuam presentes. BlackRock e Fidelity seguem com participação relevante entre os emissores, mas sua atuação parece ter migrado de catalisadora de liquidez e formação de mercado para uma gestão mais típica de portfólio em regime de "steady state".
Para investidores, a queda de volume traz um sinal ambíguo. Menor atividade em ETFs reduz um dos principais vetores de demanda que sustentou o BTC ao longo de 2025, e a pressão compradora claramente diminuiu. Ao mesmo tempo, o AUM resiliente indica que a base institucional não desapareceu: entre US$ 78 bilhões e US$ 100 bilhões permanecem alocados nesses produtos, mesmo com o Bitcoin negociando mais de 48% abaixo das máximas de 2025.
As saídas recordes de junho parecem perder intensidade, mas, sem uma retomada consistente da convicção institucional, o período de volumes diários na casa de US$ 4 bilhões tende a ficar associado a outro ciclo de mercado.