Galaxy: hacker da terceira onda do ataque à Coldcard já movimentou 45% dos bitcoins roubados

Resumo de mercado por IA
A Galaxy Research informa que o atacante do Coldcard Wave 3 já gastou 97,09 BTC e está ativamente lavando via CoinJoin, após anteriormente rotear BTC para ETH por meio do THORChain. As conclusões elevam o total estimado roubado para até 1.806 BTC, se endereços recém-vinculados forem incluídos, enquanto a maior parte dos fundos permanece estacionada em carteiras controladas pelo atacante. A movimentação contínua das moedas pode elevar o risco de venda no curto prazo e de conformidade em diferentes venues de BTC.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
BTC/USDT-0.65%
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O responsável pela terceira onda de roubos envolvendo carteiras de Bitcoin Coldcard já movimentou 45% dos recursos levados nessa fase. Segundo análise da Galaxy Research, até agora foram gastos 97,09 BTC — cerca de US$ 7,8 milhões aos preços de segunda-feira. Em publicações na rede social X, a Galaxy informou que a atividade mais recente incluiu transações via CoinJoin no domingo. Antes disso, em 2 de setembro, o explorador teria trocado parte do Bitcoin roubado por Ethereum por meio da THORChain. A empresa afirma que o operador segue transferindo os ativos. Rastreamentos da Galaxy indicam que os fundos estão sendo movimentados dos maiores "vaults" para os menores. Os vaults classificados do 1 ao 11 já foram esvaziados. Os próximos 10 vaults ainda intactos somam 30,81 BTC. Outros 33,77 BTC estão distribuídos entre vaults menores, do 61 ao 293. Na atualização de segunda-feira, a Galaxy também associou o operador a um vault até então não identificado, composto por 58 endereços que, segundo a empresa, provavelmente pertencem a vítimas da Coldcard. Considerando esses endereços, o total subtraído nos ataques à Coldcard subiria para 1.806 BTC, equivalente a US$ 143,9 milhões nas cotações atuais. No ataque como um todo, 82% dos valores roubados permanecem nos endereços originais controlados pelos invasores. A Galaxy disse que o restante foi movimentado com objetivo de lavagem. Os roubos começaram em 30 de julho e teriam sido viabilizados por um bug de firmware distribuído pela Coinkite em 2021. A falha reduzia a aleatoriedade usada na geração das sementes (seeds) pelas unidades Coldcard, permitindo que atacantes realizassem brute force nas frases-semente privadas e drenassem endereços de assinatura única (single-signature) sem precisar acessar fisicamente os dispositivos. Até meados de agosto, a Galaxy estimou cerca de 1.779 BTC roubados de 190 vítimas e de mais de 8.600 endereços. A empresa também levantou a possibilidade de uma quarta onda de furtos, embora ainda não tenha confirmado. Aviso: este conteúdo tem caráter informativo e não deve ser interpretado como aconselhamento financeiro. As opiniões expressas podem incluir pontos de vista pessoais do autor e não representam necessariamente a posição do The Crypto Basic. Recomenda-se que os leitores façam pesquisa própria antes de tomar decisões de investimento. O The Crypto Basic não se responsabiliza por eventuais perdas financeiras.