Relatório do FinCEN relaciona US$ 12,7 bilhões em cripto a centros de fraude no Sudeste Asiático

Resumo de mercado por IA
A FinCEN vinculou cerca de US$ 12,7 bilhões em fluxos suspeitos a golpes de investimento em cripto no estilo "pig-butchering" no Sudeste Asiático, destacando o uso intenso de Ethereum e stablecoins e uma conversão final em USDT roteada via DeFi ou corretoras offshore. A escala e o volume acelerado de SARs elevam o risco regulatório e de compliance para as redes de stablecoins, o monitoramento de transações em DeFi e as rampas de entrada/saída de corretoras, potencialmente restringindo o acesso à liquidez para plataformas de maior risco.
Nível de impacto
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O Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN), órgão do Departamento do Tesouro dos EUA, divulgou uma análise que vincula cerca de US$ 12,7 bilhões em atividades financeiras suspeitas a golpes de investimento em criptomoedas operados por centros de fraude no Sudeste Asiático, segundo a Decrypt. O estudo examinou 33.904 Relatórios de Atividades Suspeitas (Suspicious Activity Reports) enviados por aproximadamente 1.300 instituições entre setembro de 2023 e dezembro de 2025. No período, o volume mensal de relatórios avançou, em média, 10,9%, enquanto o valor financeiro associado cresceu 18% ao mês. Entre os ativos mais utilizados pelos golpistas estavam Ethereum, USDT e USDC. A apuração indica que, ao final, quase toda a receita era convertida em USDT e transferida por protocolos DeFi ou por corretoras offshore. Os principais polos dessas operações se concentram em Camboja, Laos e Mianmar e envolvem centenas de milhares de pessoas traficadas. A INTERPOL classificou a rede como uma ameaça criminosa transnacional e alertou que o modelo está se espalhando para além do Sudeste Asiático. Desde 2015, o Rapid Response Program do FinCEN recuperou mais de US$ 1 bilhão para 5.790 vítimas nos Estados Unidos.