Carteira de Bitcoin inativa há 8 anos movimenta 5.908 BTC (≈ US$ 383 mi) para SegWit — sem depósito em corretora até agora
Uma carteira de Bitcoin que estava parada há mais de oito anos voltou a se movimentar e transferiu 5.908 BTC, cerca de US$ 383 milhões, após permanecer intocada por todo esse período.
O que aconteceu
Investigadores on-chain da Lookonchain, com base em dados da Arkham, identificaram a carteira rotulada como "138EM…ReyiT". Às 19h15 (ET) de quarta-feira, o endereço enviou todo o saldo para um endereço recém-criado. As moedas seguem na carteira de destino e, até o momento, não foram encaminhadas para nenhum endereço de depósito de corretora conhecido.
A carteira recebeu os BTC originalmente em dezembro de 2017, quando o Bitcoin era negociado perto de US$ 16.800. Na época, a posição valia cerca de US$ 99,6 milhões; hoje, equivale a aproximadamente US$ 383 milhões — ganho potencial de cerca de US$ 283 milhões (≈284%). No pico do Bitcoin acima de US$ 122.000 em outubro de 2025, a mesma quantia teria valido por volta de US$ 726 milhões.
Contexto técnico e de mercado
Uma análise on-chain da CoinDesk observou que a movimentação saiu de um endereço legacy (iniciado por "1") para um endereço SegWit (iniciado por "bc1q"), e não para um endereço de corretora. Grandes detentores costumam reorganizar fundos por motivos operacionais, como atualização do formato de carteira, mudanças de custódia, rotação de chaves e planejamento patrimonial, ou ainda para preparar operações OTC que não passam por bolsas públicas.
O movimento ocorre após outra reativação de carteira inativa no começo da semana: a Arkham informou que um endereço que não se mexia desde quando o BTC estava perto de US$ 6.500 transferiu 2.931 BTC (cerca de US$ 188 milhões).
Por que o mercado acompanha
Não há evidência on-chain de venda desses BTC até aqui, mas o tema segue no radar. A CryptoQuant aponta que os fluxos de entrada nas corretoras continuam concentrados em transferências de tamanho "baleia": o "exchange whale ratio" está em 0,99, o que indica que os 10 maiores depósitos responderam por quase todo o BTC que entrou em exchanges recentemente. Historicamente, leituras elevadas desse indicador costumam anteceder maior pressão vendedora, já que grandes depósitos tendem a ser seguidos por vendas de maior volume.
Em resumo
A reativação de carteiras paradas chama atenção porque movimentos grandes e repentinos podem sinalizar mudanças na dinâmica de oferta. Por enquanto, não há sinal conclusivo de que esses BTC serão liquidados em mercado aberto. O foco agora é acompanhar possíveis transferências para endereços de exchanges rotulados ou qualquer outra atividade que sugira venda.