Mais de US$ 31 milhões em BTC de 12 anos voltam a se mover em meio a hack da Coldcard
Resumo de mercado por IA
Um exploit em uma carteira de hardware Coldcard teria drenado milhares de BTC (pesquisadores estimam ~US$ 130M), levando a uma intensificação da atividade onchain impulsionada por segurança. Uma carteira da era de 2013 movimentou 500 BTC e os dados mostram picos nos gastos de moedas há muito tempo inativas e nos influxos para exchanges, sinalizando disrupção na confiança na autocustódia. Embora transferências de carteira para carteira não sejam inerentemente baixistas, a movimentação concentrada de moedas antigas e o risco de migração ligada a hack podem elevar a volatilidade de curto prazo e os prêmios de risco em BTC.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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Uma carteira de bitcoin (BTC) adormecida há anos voltou à ativa na segunda-feira — e não foi a única. Em uma janela curta, várias moedas antigas voltaram a circular na rede desde o início do hack envolvendo a Coldcard, em 30 de julho.
A carteira identificada como 18TExP, sem movimentações desde 2013, transferiu 500 BTC, avaliados em US$ 31,3 milhões, segundo alerta do rastreador on-chain Whale Alert. Na última vez em que esses fundos haviam sido movimentados, há 12,7 anos, valiam cerca de US$ 500 mil.
Uma transferência entre carteiras, por si só, não indica destino final ou intenção, apenas que alguém com uma chave privada guardada há mais de uma década decidiu mover os recursos. O momento, porém, chama atenção. A reativação ocorreu em meio ao agravamento de uma crise de segurança em torno da Coldcard, uma das carteiras de hardware mais usadas para Bitcoin, e tem sido interpretada como uma medida preventiva.
No X, o investigador on-chain Lookonchain afirmou: "A carteira 18TExP, com 500 BTC (US$ 31,27 milhões), transferiu todos os 500 BTC para uma nova carteira há 1 hora, após mais de 12 anos de inatividade. O dono pode ter movido os fundos para uma nova carteira por preocupações de segurança após o hack da Coldcard".
Desde 30 de julho, atacantes teriam drenado milhares de BTC de carteiras geradas pela Coldcard ao explorar uma falha que remonta a março de 2021. Pesquisadores da Galaxy estimam o prejuízo acumulado em cerca de US$ 130 milhões em BTC.
No fim de semana, alguns analistas apontaram aumento nas entradas de BTC em exchanges à medida que o episódio afetava a confiança na segurança da autocustódia. Dados on-chain da CryptoQuant, com base no indicador spent output age bands (que agrupa os bitcoins movimentados em um dia pelo tempo em que ficaram parados antes de serem gastos), mostram um salto claro na movimentação de moedas antigas no mesmo período.
Bitcoins que estavam inativos havia 10 anos ou mais somaram cerca de 935 BTC em movimento em 3 de agosto, o maior total diário desde 20 de março. Em outra faixa, moedas paradas entre cinco e sete anos registraram um salto bem maior: aproximadamente 6.388 BTC movimentados em 31 de julho.
Moedas antigas podem voltar a circular por diversos motivos, como transferências de herança, consolidações em exchanges ou migrações de custódia sem relação com um incidente específico. Ainda assim, a concentração de grandes movimentações de longo prazo nos dias imediatamente após o caso Coldcard reforça a leitura de que detentores podem estar migrando fundos de forma proativa por segurança.