Wall Street retoma aposta em fraqueza do dólar com alta do ouro e de moedas emergentes
Resumo de mercado por IA
As crescentes preocupações com os déficits fiscais dos EUA, a dívida acima de US$ 40 tri e a forte emissão estão reavivando a narrativa de enfraquecimento do USD, com o DXY em uma mínima de três meses e o ouro estendendo uma alta de cinco semanas em direção ao seu ganho mensal mais forte desde 1999. A expansão das recompras de Treasuries não limitou os rendimentos no trecho longo, ressaltando pressões de prêmio de prazo e de oferta. Ao mesmo tempo, os futuros reprecificaram para cima as probabilidades de uma alta do Fed em outubro, adicionando forças cruzadas para FX e juros.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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▲ Altista
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BlockBeats — 25 de agosto: o mercado voltou a intensificar as apostas em desvalorização do dólar diante do aumento das preocupações com o avanço do déficit fiscal dos EUA, a dívida pública acima de US$ 40 trilhões e a ampliação do programa de recompra do Tesouro americano.
O movimento tem favorecido o ouro e moedas de mercados emergentes. O metal acumula alta pela quinta semana consecutiva e caminha para o maior ganho mensal desde 1999. Já o Índice do Dólar (DXY) caiu na semana passada ao menor nível em três meses.
Na semana passada, o Tesouro elevou o limite de recompras de Treasuries de longo prazo de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões e pode direcionar cerca de US$ 1 trilhão da Treasury General Account (TGA) para sustentar o programa. Ainda assim, o rendimento dos títulos de 30 anos chegou a 5,34% em um pico pontual, sinalizando que o mercado vê as recompras como insuficientes para neutralizar pressões de longo prazo ligadas ao déficit fiscal, à inflação e ao aumento da oferta de dívida.
Ao mesmo tempo, as expectativas para juros nos EUA voltaram a ser recalibradas. Os futuros de federal funds passaram a indicar probabilidade de aproximadamente 56% de alta na reunião de outubro do Fed, mais de 7 pontos percentuais acima do nível de uma semana antes.
Algumas instituições avaliam que, sem coordenação do Fed com a política fiscal, a atual estratégia de "depreciação do dólar" dificilmente se consolida em uma tendência nítida. Nesse cenário, ouro, moedas emergentes ligadas a commodities e as próprias commodities podem seguir beneficiados com o dólar sob pressão. Analistas do Deutsche Bank chegaram a afirmar que o ouro pode superar o preço-alvo de US$ 4.800 por onça.