Falha no Coldcard causa perda estimada de US$ 130 milhões; Ledger defende upgrades de segurança guiados por IA
Resumo de mercado por IA
Uma vulnerabilidade de firmware divulgada da Coldcard, supostamente ligada a cerca de US$ 130 milhões em perdas por meio de fragilidades na geração de seed, levanta preocupações mais amplas sobre a entropia de carteiras de hardware e práticas seguras de geração de chaves. Embora haja um patch disponível, o incidente pode elevar o risco percebido de custódia para detentores de Bitcoin e intensificar o escrutínio sobre os modelos de segurança, auditorias e o design de elemento seguro dos fornecedores de carteiras. A mensagem da Ledger sobre revisão de código assistida por IA ressalta a crescente capacidade dos atacantes.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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Segundo a Odaily Planet Daily, a Ledger afirmou que a vulnerabilidade recente no Coldcard reforça a necessidade de a indústria de carteiras físicas de Bitcoin reavaliar seu modelo de segurança. O CTO da Ledger, Charles Guillemet, disse que os dispositivos da empresa não foram afetados, pois as frases de recuperação são geradas por um secure element certificado, com gerador de números aleatórios por hardware integrado.
A Coinkite, fabricante do Coldcard, informou na semana passada que sua carteira de Bitcoin air-gapped possui uma falha presente em versões de firmware desde março de 2021. O problema envolve um mecanismo de rollback de software usado para gerar as seeds de recuperação, o que permitiu que algumas chaves privadas fossem adivinhadas. As perdas são estimadas em cerca de US$ 130 milhões.
A Coinkite publicou um firmware corrigido no domingo e orientou os usuários afetados a transferirem os fundos para novas carteiras com seeds recém-geradas.
Guillemet destacou que open source não é sinônimo de código revisado: a vulnerabilidade permaneceu em código publicamente acessível por mais de cinco anos, e o uso de IA vem permitindo que atacantes varram repositórios e identifiquem falhas em velocidade de máquina. Ele acrescentou que, nos últimos dois anos, a Ledger passou a integrar IA ao trabalho de engenheiros de segurança e especialistas em criptografia para revisar código e detectar vulnerabilidades. Para quem avalia carteiras de hardware, o executivo recomendou entender como a aleatoriedade é gerada e se o processo conta com certificação independente.