Ben McKenzie faz lobby contra o CLARITY Act em meio a disputa no Congresso dos EUA
Resumo de mercado por IA
A pendente consideração, pelo Senado dos EUA, da CLARITY Act mantém em foco a reforma da estrutura de mercado de criptoativos, mas a crescente oposição em relação às proteções ao consumidor e às disposições de ética/conflitos de interesse aumenta a incerteza legislativa. Com um limiar processual de 60 votos e pouco tempo antes do recesso de agosto, as negociações podem estreitar o escopo ou atrasar o progresso. No curto prazo, isso mantém o risco de manchetes regulatórias para exchanges vinculadas aos EUA, emissores de tokens, DeFi e mecanismos relacionados a stablecoins.
Nível de impacto
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Segundo a CoinDesk, com o Senado dos EUA se aproximando de uma possível votação sobre o CLARITY Act, o ator e crítico do mercado de criptomoedas Ben McKenzie esteve em Washington para pressionar parlamentares a rejeitar a versão atual do projeto. O embate gira em torno do que opositores classificam como proteções insuficientes ao consumidor e riscos de conflito de interesses, diante do envolvimento de autoridades de alto escalão com ativos digitais.
McKenzie se reuniu com legisladores e participou, na terça-feira, de uma coletiva no Capitólio. Entre os presentes estavam os senadores Chris Murphy, Jeff Merkley e Chris Van Hollen, além de representantes de Americans for Financial Reform e Indivisible. O grupo pede que o Senado não avance com o texto como está, a menos que sejam fechadas "lacunas críticas".
As críticas também apontam laços financeiros de Donald Trump com ativos digitais e defendem restrições para impedir que altos funcionários e seus familiares lucrem com setores que regulam. O projeto já foi incluído na pauta do Senado.
O CLARITY Act busca criar uma estrutura federal de mercado para ativos digitais, delimitando com mais clareza as atribuições regulatórias entre a Securities and Exchange Commission (SEC) e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC). O escopo inclui corretoras de criptomoedas, emissores de tokens e outras empresas ligadas ao setor.
A proposta passou no Comitê Bancário do Senado em 15 de maio por 15 votos a 9, com apoio de dois senadores democratas. Agora, está no calendário legislativo e pode ir ao plenário, mas até 15 de julho não havia data definida para a votação final.
Para aprovar a etapa processual, o texto precisa de 60 votos, o que torna o apoio democrata indispensável e reduz a margem de negociação. Com o recesso de agosto se aproximando, divergências sobre regras de ética viraram o principal entrave para um acordo bipartidário. Parlamentares também discutem normas para finanças descentralizadas (DeFi) e mecanismos de incentivo ligados a stablecoins. Defensores afirmam que o projeto ajudará a encerrar a ambiguidade regulatória; opositores querem reforçar primeiro diretrizes éticas e proteções ao consumidor.