Casa Branca e democratas entram em choque sobre regras de ética no CLARITY Act

Resumo de mercado por IA
As negociações sobre as disposições de ética do Ato CLARITY dos EUA estão paralisadas, com os democratas no Senado buscando mecanismos de fiscalização mais robustos e restrições mais rígidas relacionadas à atividade cripto anterior do presidente Trump, enquanto a Casa Branca rejeita exigências-chave. O impasse aumenta a incerteza legislativa no curto prazo em torno da estrutura de mercado cripto dos EUA, da proteção ao consumidor e de regras de integridade. Esse risco de política é um obstáculo marginal para o sentimento mais amplo no mercado cripto, com o BTC mostrando sensibilidade ao progresso percebido do projeto de lei.
Nível de impacto
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As negociações sobre o capítulo de ética do CLARITY Act enfrentaram um novo impasse, com a Casa Branca e democratas no Senado divergindo em dois pontos centrais. O primeiro atrito é sobre quem deve fiscalizar e aplicar as regras de ética. Democratas defendem que procuradores-gerais estaduais (AG) tenham participação na execução das disposições. Já o acordo de ética apoiado pela Casa Branca, divulgado recentemente, propõe que o Departamento de Justiça (DoJ) detenha poder exclusivo de enforcement em casos relacionados a ética. O segundo ponto envolve a tentativa de democratas no Senado de responsabilizar o presidente dos EUA, Donald Trump, por atividades anteriores ligadas a cripto. Segundo relatos, Trump teria obtido mais de US$ 1,4 bilhão em lucros com cripto em 2025, enquanto detentores de seus memecoins e tokens tiveram prejuízos. O tema ampliou a pressão por regras mais rígidas, mas Trump rejeitou as propostas. Em comunicado, o chefe de assessoria cripto da Casa Branca, Patrick Witt, classificou a ideia como "flagrantemente inconstitucional". As críticas democratas, ainda assim, não se limitam ao capítulo de ética. Amanda Fischer, ex-chefe de gabinete da SEC e alinhada aos democratas, chamou o acordo de "risível". Ela afirmou que o texto dá ao presidente uma janela de um ano para colocar seus empreendimentos cripto em um blind trust, sem impedir que continuem gerando renda de juros. Fischer também apontou que, mesmo em caso de acusação por violações éticas, a multa máxima fica limitada a US$ 500 mil. Na avaliação dela, o texto pouco altera o que chamou de "grift" cripto já existente, não exige desinvestimento e ainda deixa a aplicação, na prática, nas mãos do advogado pessoal do presidente, Todd Blanche. Ela acrescentou que uma anistia entraria em vigor assim que um novo presidente tomasse posse. Outro foco de crítica é o escopo: a proposta vedaria condutas apenas ao presidente, a integrantes do governo e a membros do Congresso, mas excluiria seus filhos. Nesse contexto, democratas no Senado, incluindo Angela Alsobrooks, Ruben Gallego e outros cinco parlamentares, se opuseram à linguagem atual de ética e a outros elementos do CLARITY Act. Em declaração, eles afirmaram que o texto proposto por republicanos "fica aquém" e que pontos sobre ética de autoridades eleitas, proteção ao consumidor, financiamento ilícito, conflitos de interesse e integridade de mercado precisam ser reforçados. Vale notar que Alsobrooks e Gallego foram os únicos democratas que apoiaram o projeto durante a votação em comitê (committee markup). Agora, como os republicanos precisariam de cerca de 7 a 10 democratas para alcançar o limite de 60 votos e aprovar a medida no plenário, a posição desse grupo pode ser decisiva. No mercado, o ruído em torno do acordo de ética coincidiu com uma acomodação do Bitcoin (BTC) para US$ 65,7 mil, após ter subido para perto de US$ 67 mil no início da semana, sinalizando como o avanço do projeto pode influenciar o sentimento de curto prazo. Resta saber se as partes conseguirão um compromisso que destrave a redação de ética nos próximos dias. Resumo final: Democratas rejeitam o acordo de ética apoiado pela Casa Branca e contestam outros pontos do CLARITY Act. A Casa Branca dá sinais de pouca disposição para atender às exigências democratas na área de ética.