Empresas brasileiras recorrem a stablecoins em meio à volatilidade cambial das eleições
Segundo a CoinDesk, empresas brasileiras recorreram a stablecoins no domingo de eleição (25 de outubro) para se proteger da forte desvalorização do real. A Mercado Bitcoin registrou que contas corporativas responderam por 78% do volume total negociado naquele dia. O volume de USDT disparou quase 800% na comparação com o mesmo período da semana anterior, mais que o triplo da média das quatro semanas precedentes, e o de bitcoin subiu 865% na base semanal.
Dados da Biscoint mostram avanço de 150% no volume de USDT/BRL e de 318% no de USDC frente ao domingo anterior. Para Pedro Fontes, analista de pesquisa da Mercado Bitcoin, em momentos de pressão cambial acentuada as stablecoins, como USDT e USDC, oferecem uma forma simples de dolarizar parcialmente os ativos.
Na segunda-feira, as preocupações do empresariado se concretizaram: o Ibovespa caiu 14%, pior desempenho desde março de 2020, e o dólar subiu mais de 8% frente ao real, maior alta diária desde 1999. O volume combinado de USDT e USDC somou R$ 1,84 bilhão (cerca de US$ 350 milhões), alta de 65% sobre a semana anterior.