Anthropic protocola prospecto de IPO e mira listagem na Nasdaq

Este resumo aborda o prospecto de IPO da Anthropic, a queda do real e outros desdobramentos. A Anthropic publicou ontem um prospecto para iniciar uma das maiores ofertas públicas iniciais da história. A desenvolvedora do Claude pode estrear na Nasdaq já no próximo mês, sob o ticker ANT. O documento não informou uma avaliação-alvo para a listagem. A Anthropic reportou receita de US$ 16,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, ante US$ 1,2 bilhão um ano antes. A avaliação da empresa subiu de US$ 183 bilhões há pouco mais de um ano para US$ 965 bilhões em maio. O prospecto, com quase 240 mil palavras, detalhou planos para manter o crescimento acelerado. A Anthropic registrou prejuízo líquido de US$ 81 bilhões nos primeiros seis meses deste ano. Mais de US$ 72 bilhões do prejuízo refletiram mudanças na avaliação de notas conversíveis conforme o valor da empresa subiu. Gastos de quase US$ 9 bilhões com capacidade computacional e infraestrutura responderam pela maior parte das perdas restantes. A estrutura de governança deixa os acionistas ordinários com quase nenhum controle. Investidores também enfrentam riscos financeiros e sociais substanciais. A oferta vai medir o apetite do mercado público pelo boom da IA e pelo laboratório de IA de Dario Amodei depois de a Anthropic atrair capital privado. O real caiu 8% ante o dólar, para R$ 5,41, ontem, na maior desvalorização da moeda desde 1999. A reeleição inesperada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantou preocupações sobre dívida pública e gastos na maior economia da América Latina. Lula derrotou o desafiante de extrema direita Flávio Bolsonaro no segundo turno, no domingo. Lula reanimou a campanha entre os dois turnos com um intenso esforço online e distribuições sociais. O resumo também aborda Cingapura começando a armazenar petróleo saudita no próximo ano em resposta às interrupções causadas pela guerra no Oriente Médio, o bilionário Peter de Putron ganhando mais visibilidade enquanto a G-Research, com sede em Londres, fortalece a posição de Londres no trading quantitativo, e a avaliação de Owen Walker de que apartamentos de luxo apreendidos pelas autoridades de Cingapura seguem impopulares.